08 julho, 2009

Versos e Traços - Minas Gerais e Belo Horizonte

Biblioteca
(Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa)

O universo em versos
A beleza em literatura
Os sonhos e também as almas
A arte e toda cultura
À Minas de forma mais pura
E um conjunto repleto de palmas
As letras que falam de amores
Parágrafos cheios de cores
Estrofes coberto de flores
Os pensamentos e também as falas
O teatro até quando em calas
As melodias e os mil sorrisos
As harmonias de tantos paraísos
Assim pra cada inspiração
Cada livro, biblioteca
Cada afeição de prazer
Desenhada na nobreza de ler

Texto: João Lenjob
Imagem: Andreza Nazareth

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Círculos

Círculos aos olhares
Ondas que correm aos céus
E brincam de cair no chão
E de voltar aos céus
Numa forma concreta de sonhar
Ou num jeito poético de desenhar
Círculos que encostam na vida
E jorram cintilantes a arquitetura
Na mineiridade capital
Na graciosidade abstrata
Na tão nobre e evidente escultura
Parábolas que pulam ao vento
Fazendo inertes as atenções
Circulando todos os corações.

Texto: João Lenjob
Imagem: Andreza Nazareth

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De Nome José

Comercio e multidão
Passeio central
Meio às paralelas
Afonso Pena por aí.

Bancos, cinema, noite
Loterias, sinais
E assim se explora o verde mediano.

Loterias, lanchonetes
Visão progressiva nas meias
Calor, pessoas, lotação
Prefeitura, correio e Palácio.

Dedica-se assim o canteiro central
Vendo flores que fazem da Bahia subir
Enquanto o Espírito Santo encosta na catedral
De nome José
Dum lugar onde estados entrelaçam tribos
A sopa capital está pronta - e deliciosa.

Ladeando um parque chamado Municipal
A vida imita a vida que "reimita" o inicio da vida
No mesmo centro das passarelas
De um inesquecível canteiro central
Que num belo horizonte tudo se observa.

Texto: João Lenjob

Arte: Andreza Nazareth

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Liberdade

A liberdade que serviu quimera
Quisera em outrora esquecida
Com a dedicação de tantos sonhos
E a imaginação que não coubera
Quisera o meu amor tão infinito
Repleto de esperança e vida intensa
Que contornando a vida em belos traços
Quisera os traços virarem poesia
Da liberdade em hino vão, constante
Em sonho inconfidente, são e eterno
Passada a luz do dia, todavia
Vertencias das vertentes sempre mais
Quisera o meu amor nascer de novo
Sem a liberdade de um encanto só
Quisera eu não pudesse amar de novo
Mineiro tanto sou, tanto escolhi.

Texto: João Lenjob
Arte: Andreza Nazareth

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Mineiro

Sou daqui, sou muito mais
Pois eu sou das Gerais
E se escrevo esse poema
É porque sou mineiro da gema.

Às vezes penso muito alto
Lembro-me de gente daqui
João Bosco, Drummond, Ziraldo
Aleijadinho, Clara e Pitangui.

Tanta montanha e tanta serra
Ouvindo o Clube da Esquina
Ouro Preto e Nova Era
Mariana e Diamantina.

Por ser daqui eu sou feliz
E não me esqueço de Jota Ká
Sempre ao som do Quatorze Bis
Hoje moro em Beagá.

Alvoradas e Alterosas
Só cidade da nata
Triângulo e zona da Mata
Violão Toninho Horta.

Homem, jovem, menino
Força, gana, mulher
Zacarias, Fernando Sabino
Uakti, Corpo e Chico Xavier.

Diversidade de gente
Vi de preto, branco e loiro
Vale do Aço e muito ouro
Bituca e Tiradentes.

Minas tem cheiro de hortênsia
Que eu não posso esquecer
Jequitinhonha e Inconfidência
Aqui pra frente eu vou viver.

Pedra, rio e Araxá
Entre frio e águas quentes
O Pelé saiu na frente
Reinaldo, Tostão, Dadá.

Quem lê jornal na Praça Sete
Toma café de se apaixonar
Come queijinho e nunca se esquece
Que pra casa não quer voltar.

Conheço aqui de norte a sul
Mais Paulinho Pedra Azul
Ari Barroso não entendeu
Mas juro: nunca se esqueceu.

Giramundo e galpão
Palácio das Artes, Mineirão
Guimarães Rosa nos trouxe
São Francisco e rio Doce.

Máfia Azul e Galoucura
De Skank ao Sepultura
Congonhas, Juiz de Fora
Não quero mais ir embora.

O Papa aqui beijou o chão
Santos Dumont traçou a mão
Contornou Minas de avião
E foi parar no meu coração.

Texto: João Lenjob
Arte: Andreza Nazareth

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Soneto do Coreto

Eu coro com a maior alegria
E a gente no coro de prazer
Do coreto, a tão bela praça
No soneto feito de graça.

A gente circula em compasso
A gente se esbanja na saudade
A melodia que tem sinceridade
É a dos versos que feliz faço.

E a gente cintila no ar, dança
Faz a vida parecer uma criança
Escreve poesia e nunca se cansa.

Faz na noite a valsa mais bonita
A serenata marcante e bendita
E a Belo Horizonte sempre infinita.

Texto: João Lenjob
Imagem: Andreza Nazareth

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Vou Te Encontrar

Eu vou te encontrar
Na terra,
Na água, vou te encontrar
Escondida, tão rara
Preciosa, vou te encontrar
Em todas as 'minas'
Em todas 'gerais'
Tão preciosa, vou te encontrar
Tão bela, lapidada, brilhante
Eu vou te encontrar
Ou mesmo que sobre a enstante
Enfeitando e sorrindo aos desconfiantes
Eu vou te encontrar
Minha pedra, joia rara.

Texto: João Lenjob
Arte: Andreza Nazareth

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Um comentário:

  1. Mineiro! Ê poema bão sô! Hehe...
    Demais Magnífico!
    Adoro...

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