Este insulto pejorativo não faz justiça ao animal, pois pelo que sei, se soltarmos um burro no pasto ele vai andar o dia inteiro, mas, à tarde retornará a casa o que prova que não é burro, pois tem boa memória.
Difere do sábio homem que se embebeda e na maioria das vezes tem dificuldades para retornar, se perde por ruas que passa todos os dias, o caminho da própria casa.
Diríamos ainda mais, o burro por ser inteligente bebe água, não bebe cachaça e o homem por ser um burro se afoga, se destrói em pequenas doses de aguardente.
Um burro dificilmente cai em buraco, é esperto e ativo, o cavalo do homem vira e mexe enche um.
Mas o burro que quero lhes falar não é um burro sem inteligência e muito menos um burro tido como inteligente, vou me referir a um animal que durante anos trabalhou e tornou-se conhecido pelas crianças e adultos, pessoas que passaram a admirá-lo e já passados digamos uns 50 anos dele se lembram com saudade, ou do leite que ele fazia chegar até as suas canecas ou mamadeiras, não é vovô, ou vovó?
Tenho certeza de muito marmanjo se lembra daquelas mamadeiras de garrafa de refrigerante com aquele bicão vermelho que sugavam sofregamente às escondidas.
Quem morou ou mora no Bairro da Estação, ou no antigo Curro deve lembrar-se do PIANO o burro que transportava o leite produzido na Fazenda Figueiras na época que esta pertencia a Jorge Pires.
Quem morou no Curo e não torceu pelo Comercial ou não tomou leite de PIANO não morou no Curo, apenas passou por lá.
O Burro treinado pelo leiteiro trazia em seu lombo duas latas de leite de 50 litros que tinham uma torneira de lado por onde escoava o leite. E para facilitar a saída do leite o animal colocava as patas dianteiras sobre o passeio impedindo a passagem das pessoas o burro certamente sentia-se o dono da rua e quem se opusesse, que cruzasse em seu caminho estava fadado a tomar uma latada pelas costas. ( Ele era o dono da rua)
O burro parava de casa em casa sozinho sem que o leiteiro ordenasse, se ali era costume entregar um litro de leite assim que se fechava a torneira ele seguia em frente, se era o costume entregar dois litros o animal permanecia quieto até que se tirasse o segundo litro e a seguir continuava o seu caminho.
Aparentemente não há uma explicação para tal fato, seria inteligência, condicionamento, costume ou levado pelo barulho do leite caindo no litro medidor, o certo é que o burro sabia a quantidade de leite que cada freguês comprava. E acreditem não estou mentindo sozinho existem nova-erenses (Cinquentões) espalhados por todo este nosso imenso Brasil que são filhos de leite do PIANO, que podem confirmar esta verdade, pois dela não esqueceram.
Não é que de vez em quando o filho de uma égua tirava um dia de folga.
Ele fugia do pasto e era sempre encontrado no mesmo lugar ali no antigo leito da ferrovia Central do Brasil entre a subida para o colégio, onde havia uma biquinha e a mangueira onde até hoje existe um capim sempre viçoso e fartura de água.
Por muitas vezes também ele resolvia saltar, dar uns pinotes, até jogar as latas de leite no chão (o danadinho era genioso e mal educado) este seu mau costume aconteceu tanto que meu pai passou a observá-lo e ao vê-lo irritado pela manhã ia logo dizendo: Hi... hoje tem, deixe o Piano pra lá, pois, hoje ele está tomado (está com o capeta), neste dia ele não trabalhava era perda de tempo mexer com ele.
Também muito pouco foi montado, todos que tentaram acabaram no chão.
O seu perfeito entrosamento era mesmo com o leiteiro, sua inteligência animal talvez lhe dissesse que seu trabalho era levar o leite e ponto final não aceitava fazer mais nada.
Há ainda outro fato curioso: o leiteiro um Senhor de nome Lucas Evangelista, um homem super educado e honesto, um homem boníssimo, uma pessoa maravilhosa, conhecido como Luquinha jamais foi a uma escola, não sabia ler nem o ó, mas, ao chegar o final do mês quando minha mãe (Berenice) lhe entregava as notinhas de débito de cada freguês com seus respectivos nomes e valores, este as olhava, folheava e repetia lentamente (com a minha mãe) seus nomes e valores passando uma a uma e perguntava: Conto é este? Depois balançava a cabeça em sinal de positivo e como um teste ela o pedia: dê-me a nota de fulano de tal e diga qual o valor do seu débito.
Ele ria e dizia pode deixar e manuseava as notas retirando a que lhe foi pedida e dizendo a quantidade de litros e o valor sem errar uma única vez. Era uma coisa fantástica.
Naquele tempo ignorávamos que existisse memória fotográfica pessoas que tivessem a capacidade de memorizar com tamanho índice de acerto e julgávamos impossível um analfabeto conseguir tal proeza, por isto cometíamos a crueldade de dizer que o outro burro sabia ler.
Quando Jorge Pires (meu pai) vendeu a Fazenda Figueiras solicitou que o Burro Piano jamais fosse vendido ou tirado da Fazenda seria como lhe desse uma aposentadoria ou um premio a um amigo inteligente, genioso e mal educado.
Infelizmente anos mais tarde vim, a saber, que PIANO havia sido vendido que estava longe carregando lenha e como não gostava deste serviço escoiceava, saltava até jogar a carga fora.
Em uma destas suas artes acabou caindo sobre um toco e furou um dos olhos, algum tempo depois, lamentavelmente soube que ele avia morrido levando consigo a saudade de todos nós e dele nós ingratos nem ao menos temos uma foto para recordar.
Só restou a história a saudade e o gosto na boca dos filhos de leite do PIANO.
Não sei se estou com saudade do PIANO ou com vontade de tomar leite.

João Lenjob
Jordana
Só você é diferente
Aquece os meus olhos com o maior amor
Doa toda a sua beleza
E encanta generosamente todas as plateias
Porque tem o nobre talento de sentir.
Você que já sente
E demonstra pra gente
Um brilho insistente
Mas parece uma flor
Você que é primavera, Jordana
Doce teor do infinito
E faz tudo ficar mais bonito.
Jordana
Só você é intensa
Faz nascer o meu sorriso como maior amor
Doa toda sua gentileza
E encanta graciosamente todo o público
Porque tem no pensamento a arte de sentir
De fazer, de querer, de viver, de amar.
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Parabéns para o grande e atleticano Claudio!! Parabéns para as amigas de Beagá Gabi Goulart e Karine!!! Parabéns para a amiga que faz do Rio mais alegre, Lívia!! Parabéns para a amiga dos tempos de Orvile, Nayara!!! parabéns para a super, querida e bela amiga Ed!! Parabéns para os grandes e eternos amigos, de muitos anos, Du e Nando, lá de São Domingos do Prata!! Parabéns para minha belíssima amiga Bruninha Friche, daqui de Beagá!! Parabéns para a super bailarina Eliatrice!! Parabéns para o grande ator Luiz Fernando!!! Parabéns para o saudoso amigo Luciano, lá de Nova Era!! Felicidades e sucesso pra toda esta turma de ariano!!!!
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