20 janeiro, 2010

BH Radicalmente

Biblioteca
(Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa)

O universo em versos
A beleza em literatura
Os sonhos e também as almas
A arte e toda cultura
À Minas de forma mais pura
E um conjunto repleto de palmas
As letras que falam de amores
Parágrafos cheios de cores
Estrofes coberto de flores
Os pensamentos e também as falas
O teatro até quando em calas
As melodias e os mil sorrisos
As harmonias de tantos paraísos
Assim pra cada inspiração
Cada livro, biblioteca
Cada afeição de prazer
Desenhada na nobreza de ler

Texto: João Lenjob
Imagem: Andreza Nazareth


Círculos

Círculos aos olhares
Ondas que correm aos céus
E brincam de cair no chão
E de voltar aos céus
Numa forma concreta de sonhar
Ou num jeito poético de desenhar
Círculos que encostam na vida
E jorram cintilantes a arquitetura
Na mineiridade capital
Na graciosidade abstrata
Na tão nobre e evidente escultura
Parábolas que pulam ao vento
Fazendo inertes as atenções
Circulando todos os corações.

Texto: João Lenjob
Imagem: Andreza Nazareth


De Nome José

Comercio e multidão
Passeio central
Meio às paralelas
Afonso Pena por aí.

Bancos, cinema, noite
Loterias, sinais
E assim se explora o verde mediano.

Loterias, lanchonetes
Visão progressiva nas meias
Calor, pessoas, lotação
Prefeitura, correio e Palácio.

Dedica-se assim o canteiro central
Vendo flores que fazem da Bahia subir
Enquanto o Espírito Santo encosta na catedral
De nome José
Dum lugar onde estados entrelaçam tribos
A sopa capital está pronta - e deliciosa.

Ladeando um parque chamado Municipal
A vida imita a vida que "reimita" o inicio da vida
No mesmo centro das passarelas
De um inesquecível canteiro central
Que num belo horizonte tudo se observa.

Texto: João Lenjob

Arte: Andreza Nazareth


Liberdade

A liberdade que serviu quimera
Quisera em outrora esquecida
Com a dedicação de tantos sonhos
E a imaginação que não coubera
Quisera o meu amor tão infinito
Repleto de esperança e vida intensa
Que contornando a vida em belos traços
Quisera os traços virarem poesia
Da liberdade em hino vão, constante
Em sonho inconfidente, são e eterno
Passada a luz do dia, todavia
Vertencias das vertentes sempre mais
Quisera o meu amor nascer de novo
Sem a liberdade de um encanto só
Quisera eu não pudesse amar de novo
Mineiro tanto sou, tanto escolhi.

Texto: João Lenjob
Arte: Andreza Nazareth




Soneto do Coreto

Eu coro com a maior alegria
E a gente no coro de prazer
Do coreto, a tão bela praça
No soneto feito de graça.

A gente circula em compasso
A gente se esbanja na saudade
A melodia que tem sinceridade
É a dos versos que feliz faço.

E a gente cintila no ar, dança
Faz a vida parecer uma criança
Escreve poesia e nunca se cansa.

Faz na noite a valsa mais bonita
A serenata marcante e bendita
E a Belo Horizonte sempre infinita.

Texto: João Lenjob
Imagem: Andreza Nazareth


Vou Te Encontrar

Eu vou te encontrar
Na terra,
Na água, vou te encontrar
Escondida, tão rara
Preciosa, vou te encontrar
Em todas as 'minas'
Em todas 'gerais'
Tão preciosa, vou te encontrar
Tão bela, lapidada, brilhante
Eu vou te encontrar
Ou mesmo que sobre a enstante
Enfeitando e sorrindo aos desconfiantes
Eu vou te encontrar
Minha pedra, joia rara.

Texto: João Lenjob
Arte: Andreza Nazareth

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